08 dezembro, 2012

Poesia (uma por dia) - 11


Disfarce...
Há quem consiga viajar pretérito, amarrado em versos, encurtando a poesia de se saber ser.
Há quem se esconde no abstracto de um guardanapo, deixando de sentir a rima que brinca.
Existem pessoas perdendo as sensações que ecoam como quem rabisca o próprio nome pela primeira vez.
Existe alguém no reflexo do espelho- mesmo por entre escombros.
Há quem saiba refazer o nó em tempos de solidão, Há quem saiba conjugar perfeição e lama encontrando verdades intactas.
Há quem seja a confusão da metáfora com letras atrapalhadas. Há quem seja a parte dobrada de uma página.
Mas sempre há aquele que enfrenta aquele que não define o dia, aquele que aprende a conviver com as flores, com as dores.
Há quem esboçará um sorriso mesmo que desgastado, sentimentos não se explicam.
Há quem chegue a casa e dance ao som de um silêncio necessário.
Há quem chegue a casa fugindo dos olhares, ou de um tempo chuvoso que acontece por dentro e tudo que você tem esta além de você. 
Sempre há aquele que preenche que rasga a alma. Quisera tocar o lirismo que deforma meu imaginário onde existir, é não esquecer a rima.
Há quem traga nos olhos uma prece por amor ou cansaço.
Existe um tipo de gente simples que nos reforma por dentro, arranhando a nostalgia, nos agarrando e nos fazendo acontecer.
É isso...
Há quem consiga coleccionar vertigens. Mas sempre há um sorriso solícito, pois mesmo sem querer ou saber, somos a entrega que falta.

“Eu entendo que às vezes nos sentimos ao meio, mas nos experimentar em todos os estágios é viver plenamente.               O impulso de um grito é bem melhor do que aquilo te fez ficar em silêncio."

Vinícius. C / "Alma do poeta"