23 janeiro, 2013

No "O barbas", ao ritmo das revoltas águas...


Foi fácil chegar ao Barbas, bastou estacionar e subir as escadas. 
Não comentámos o cartaz (acho que, se lá estava, nenhum de nós deu por ele) e pouco se falou do SLB pois, dos quatro que ali se encontraram, eu não sou "ferrenho" e havia um "portista"... Respeitaram-se as motivações e as diferenças. Do resto, falou-se de tudo, imitando o comportamento das revoltas ondas. As palavras iam saindo umas por cima das outras, mas indo (quase) sempre dar à mesma praia. Une-nos a visão comum que temos do mundo. Somos irmãos (de ocasião) e por isso empolamos uma ou outra diferença e crença. Falaríamos da espuma dos dias se os dias fossem calmos. Assim, falámos dos dias revoltos... e brincamos seriamente com aquilo que incomoda a nossa gente, falámos de outras coisas sérias brincando, falámos de coisas sem importância em tom sério (sobretudo sobre as nossas escritas, versos, poemas e prosas). Falámos de outros amigos, de como os comentamos e somos comentados...
Foi bom ter estado e ter constatado: estes amigos são na realidade como os imaginava que seriam, enquanto os desconhecendo os ia lendo. Há sinceridade entre a sua escrita e a palavra dita. São ambas de corpo inteiro.
Despedimo-nos deixando no ar um projecto colectivo: um blog do grupo. Ficaram os pormenores por acertar, um dia destes, num próximo almoço... ou talvez jantar.